12 12 / 2011

Os 10 (ou quase) melhores clipes de 2011

10a. Radiohead - Lotus Flower


10b. The Black Keys - Lonely Boy


O do Radiohead é bem produzido e estrelado pelo líder da banda. O do Black Keys me parece improvisado, do tipo “pega esse tiozinho e bota ele pra dançar”. O do Radiohead virou meme. O do Black Keys se esforça para se parecer com um. Em todo caso, clipes de gente estranha requebrando de maneira desengonçada na frente de câmeras sempre terão a minha simpatia.

9. Móveis Coloniais de Acaju - O Tempo

Um vídeo que só poderia existir com a web: rodado no Dia do Grafite, em “tempo real” (mais ou menos) e com participação de fãs pelo Twitter. Uma carta de agradecimento a quem tuíta, compartilha e espalha.

8. Tyler the Creator - Yonkers

Ele é malvado, mas é tudo de mentirinha.

7. Criolo - Subirodoistiozin


A canção mais cinematográfica de Nó na Orelha ganhou um clipe à altura. Tão cuidadoso com trama, fotografia e montagem que não tem pudores em interromper a música sempre que necessário.

6. Metronomy - She Wants

Não deve haver recurso melhor para filmar sonhos do que planos-sequência. E eles fluem com classe quando criados por Jul & Mat.

5. Is Tropical - The Greeks

Joe Dante já tinha avisado: guerra é brincadeira de criança.

4. Beyoncé - Countdown

Se Stanley Donen e Blake Edwards dirigissem videoclipes.

3. Battles - My Machines


Uma tradução visual direta da melhor canção de Gloss Drop. Mas concordo com Beavis & Butt-head: seria ainda mais divertido se o cara caindo na escada rolante fosse gordo.

2a. Destroyer - Savage Night at the Opera

2b. Destroyer - Kaputt


A abordagem quase irônica de Dan Bejar para o soft-rock em duas interpretações distintas, mas igualmente precisas: trilha para a) dirigir num fim de tarde, começo de noite, e b) sonhos eróticos de um adolescente preso nos anos 80. Morra de inveja, Kenny G!

1. M83 - Midnight City


Se as intenções cinematográficas do M83ainda não estavam claras, Anthony Gonzalez foi buscar em A Cidade dos Amaldiçoados, de John Carpenter (e, sejamos justos, em toda a filmografia de Steven Spielberg), as referências para entregar um dos melhores curtas do ano. Hurry Up We’re Dreaming é praticamente o disco de um cara que quer fazer cinema mas só sabe criar música. Eu aqui não vejo a hora d’ele se envolver logo com a produção de um longa.