17 12 / 2011

Os melhores shows que vi no Brasil em 2011

O ano em que mais gastamos dinheiro com música, o ano em que artistas estrangeiros fizeram a festa com os elevados cachês pagos no Brasil, um ano marcante para o estabelecimento da cultura de festivais no país, o ano em que continuamos a sofrer com sites de venda de ingressos. 2012 vai ser ainda melhor/pior.

Às listas:

Os shows que perdi e queria ter visto, sem ordem de preferência: Jamie Lidell (São Paulo), The Roots (São Paulo), Fujiya & Miyagi (São Paulo), Stevie Wonder (Rock in Rio), Mondo Cane (Rock in Rio), Faith no More (SWU), Hole (SWU), Kanye West (SWU), Television (São Paulo), Public Enemy (São Paulo), George Clinton (São Paulo), Jon Spencer Blues Explosion (São Paulo), Flying Lotus (São Paulo), Aloe Blacc (São Paulo), Warpaint (São Paulo), Elton John (Rock in Rio), The Kills (São Paulo), Ringo Starr (São Paulo), Paul McCartney (Rio).

Os 3 piores shows que vi, em ordem de decrescente de horror: Goldfrapp (Planeta Terra, São Paulo), Guillemots (São Paulo) e New Order (UMF)

Os mais decepcionantes, em ordem decrescente de chateação: The Pains of Being Pure at Heart (São Paulo), Major Lazer (UMF), Ladytron (São Paulo), The Drums (São Paulo), Amy Winehouse (SummerSoul, São Paulo), Vampire Weekend (São Paulo).

Melhores shows de artistas nacionais: Marcelo Jeneci (Auditório Ibirapuera) e Boss in Drama (Sesc Pompeia).

Os gringos que quase chegaram lá, em ordem decrescente de qualidade: U2 (São Paulo), Ariel Pink’s Haunted Graffiti (São Paulo), Kyuss Lives! (São Paulo), Metronomy (São Paulo), Gang of Four (São Paulo), Cut Copy (São Paulo), Yuck (São Paulo), The Sea and Cake (São Paulo), HEALTH (São Paulo), Superchunk (Sorocaba), Mayer Hawthorne (SummerSoul, São Paulo).

OS 10 MELHORES SHOWS GRINGOS QUE VI NO BRASIL EM 2011:

10. Death From Above 1979 (UMF, São Paulo)
O objeto estranho que sobrevoou o maior festival de música eletrônica do país. Irônico e agressivo como se executado por um exército de Satã. 

9. Sonic Youth (SWU, Paulínia)
Se foi despedida, foi em grande estilo: a distorção de sempre, 3 ou 4 hits pra sossegar os corações mais pop e uma cena de sexo entre guitarras no final.

8. Sharon Jones & the Dap Kings (São Paulo) 
O dia mais agradável do ano ao lado de uma tardia diva soul.

7. System of a Down (São Paulo)
Peso, técnica, humor e discurso político conciso. Como nos discos, aula de como fazer metal fugindo da mesmice.

6. Janelle Monáe (SummerSoul, São Paulo)
Impecável tecnicamente a ponto de virar o grande nome de uma noite que ainda teve Mayer Hawthorne e Amy Winehouse. Mas só não viu alma ali quem não quis.

5. Teenage Fanclub (São Paulo)
E 1991 desabou sobre 1200 pessoas no maior sing-along de 2011. 

4. The Strokes (Planeta Terra, São Paulo)
Em meio a boataria que os cercaram em 2011 e as atrações decepcionantes do Planeta Terra, um show redentor que deu jeito até nas canções de Angles. O público, dedicado a ponto de acompanhar os riffs em coro, engrandeceu a experiência. Dos três que vi deles, facilmente o melhor.

3. The National (São Paulo e Rio)
Viraram uma espécie de banda baluarte do bom gosto indie? Que se foda: não vi nada mais bonito este ano do que Vanderlyle Crybaby Geeks desplugada. Viajei para o Rio só pra ver isso de novo:

2. Primal Scream  - Screamadelica live! (São Paulo)
1991 desabando sobre a gente novamente. Foi a festa que esperávamos há 20 anos e o show do Primal Scream que eu queria ter visto em 2007. 

1. LCD Soundsystem (São Paulo)
Obrigado por tudo, James Murphy!