22 5 / 2012

Woodkid - Run Boy Run

Vídeo do ano? Dica do Diogo Valim.

14 5 / 2012

Sónar SP: 18 minutos de Mogwai, 33 de James Blake, 43 de Four Tet, 8 de Justice…

Tudo lá no canal do festival no YouTube





09 5 / 2012

Quem é SILVA?

CRÉDITO: Rodrigo Esper

Isto não é exatamente uma entrevista. Chame como quiser: de bate-papo, conversa, troca de e-mails descompromissada, perda de tempo. De qualquer coisa, menos entrevista.

Minha intenção ao mandar o primeiro e-mail para o capixaba Lúcio Souza, 23 anos - o cara por trás do SILVA, um projeto-de-um-homem-só que me chamou a atenção em 2011 - era apenas ter uma ideia de quem diabos ele era. O EP lançado em meados do ano passado foi bastante comentado em sites e blogs dedicados a música independente. Mas faltava saber algumas coisas sobre o dono do negócio. Quem ele era, de onde veio, o que ele fez até ganhar elogios de tanta gente boa.

Trocamos alguns e-mails em fevereiro e março, pouco depois d’ele ser confirmado como uma das atrações do Sónar SP (e antes dele entrar para a Slap). E maio, já próximo do festival, me pareceu ser o melhor momento para compilar esse papo e dividi-lo.

O primeiro show do SILVA em São Paulo acontece no sábado, 12 de maio (bela coincidência!), às 17h, no SónarHall. Desnecessário dizer que recomendo muito.

Sei que você estudou música desde cedo, mas poderia me contar desde que idade, exatamente? Por quais instrumentos você passou até notar essa predileção pelo violino?

Comecei a ser musicalizado aos dois anos. Meu primeiro instrumento foi a flauta, depois o violino, quando fiz seis anos, e logo depois o piano. Os outros instrumentos eu não estudei formalmente, só pegava informações com os amigos e tocava em casa mesmo. Iniciei por uma escolinha de música para crianças e depois na adolescência entrei na escola de música do Estado onde estudo até hoje.


Quais instrumentos você sabe tocar hoje?
Violino e piano são os instrumentos que eu estudei por mais tempo, mas me arrisco com a guitarra, violão, violoncelo. Vou tentando e quando não consigo peço ajuda a quem já sabe.

O que você ouvia quando era moleque, 12, 13 anos, em casa?
Como sou o filho caçula, ouvia muito o que meus irmãos ouviam, um pouco de Tom Jobim, Chico Buarque, Legião Urbana, bastante música brasileira mesmo. Também nessa época, um dos meus tios, que é pianista, me ensinou muita coisa sobre música. Ouvia bastante os discos da Martha Argerich e do Nelson Freire. Diria que foi uma mistura boa.

Com que idade você começou a se apresentar profissionalmente como músico? Lembra da primeira composição?
Na adolescência, com uns 15 anos. Tive minha fase de querer ser solista e tocar aqueles concertos difíceis pra violino, mas isso passou quando comecei a tocar nas bandas de amigos. Minha primeira composição aconteceu nessa época.

Como foi que, de músico com formação “clássica”, você passou a flertar com sons eletrônicos?
Acho que fiquei interessado nas aulas de música moderna da escola, mas só tomei gosto mesmo quando morei fora do Brasil.



Quais artistas de eletrônica te chamaram a atenção quando você tomou gosto por ela?
Comecei a conhecer mais quando morei na Irlanda, fui a alguns festivais de música e ouvi um dubstep pela primeira vez, ouvi umas coisas do Burial e fiquei muito impressionado. Depois voltei para o Brasil e fui muito influenciado pelo André Paste, que me mostrou algumas outras vertentes de música eletrônica, música de gueto e depois quando vim produzir com o (Lucas de) Paiva no Rio conheci coisas ainda mais modernas. O disco que mais gostei do ano passado foi o do Kuedo, acho que ouvi aquele disco muitas vezes.

Li algo sobre sua experiência no exterior, tocando em bandas em Dublin. Como foi? Quanto tempo ficou por lá?
Foi sim, eu fui pra Dublin para passar alguns meses e cheguei lá no auge da crise econômica. Conheci um baterista brasileiro que sabia de uma banda que estava a procura de um violinista e essa banda (Captain Magic) tocava na rua. Os caras eram bons músicos, cada um de um país diferente e todo dia nós levávamos os instrumentos para a Grafton Street e tocávamos por algumas horas. Vivíamos disso, tocávamos em alguns pubs da cidade e em festivais também. Acho que foi a melhor época da minha vida, no verão tocávamos quase todos os dias para uma praça cheia de pessoas sentadas ouvindo a música.

Quando o EP começou a ser gestado?
Em Dublin mesmo, quando voltava pra casa com várias idéias na cabeça. Pegava o computador e gravava sem muito recurso. Foi quando fiz A Visita, que acabou tendo bastante influência irlandesa.


Como foi que você encontrou o Lucas de Paiva? Como produtor, o que ele trouxe ao seu trabalho?

Eu voltei para o Brasil e uma demo com músicas minhas foi parar na mão de um produtor do Rio e esse produtor me apresentou ao Lucas. O Paiva me mostrou muita música boa e nova pra mim e me ajudou a não ter medo de arriscar. Ele co-produziu e mixou esse EP.

E o Matt Colton, que masterizou o disco, como veio parar na história?
O Paiva tinha ouvido falar dele quando estudou em Londres e resolvemos entrar em contato. Ele tem feito trabalhos muito bons e eu fiquei bem feliz com o resultado.

Uma das coisas mais curiosas que notei ao ler as resenhas sobre o EP foi a salada de referências e artistas que alguns críticos julgaram similares ao seu som, de Marcelo Camelo e Thiago Pethit (creio que pelo tom da sua voz) a Owen Pallet (violino…) e Washed Out. Como se tentassem classificar um som que é bastante diferente do pop que é feito no Brasil hoje. Como você encara isso? Você de fato ouve esses caras citados como similares?
Ouvi muito Los Hermanos quando estava no ensino médio e com certeza eles influenciaram o meu som. Desses que você citou, quem eu ouvi de uns tempos para cá e conheci bem o trabalho é o Owen Pallet. Fui a um show dele quando morava em Dublin e fiquei impressionado com tanto talento.

E o show no Sónar São Paulo? Quantas pessoas estão na banda e como andam os ensaios?
O line-up do festival é incrível, fiquei muito honrado com o convite. Seriam três músicos, mas vão acabar sendo quatro, para podermos fazer um som bem parecido com o do disco. Os ensaios estão indo bem, estou otimista e feliz com o resultado.

[Atualização 14/5/2012: Lúcio tocou acompanhado apenas de um baterista, uma “nova configuração” da banda que estreou ao vivo um dia antes do show no Sónar]

04 5 / 2012

“This is the record, with no fucking single!”

Que Adam MCA Yauch descanse em paz :~

22 4 / 2012

Dylan, finalmente

Não vi Bob Dylan em 2008 (nem 1998, 1991, 1990…). As reações de quem pagou a pequena fortuna pedida na época, até onde me lembro, foram de decepção. Reclamavam da voz “envelhecida e capenga”; dos arranjos novos para velhos sucessos, irreconhecíveis.

Em 2012 eu perderia novamente a oportunidade de vê-lo graças ao preço dos ingressos. Por sorte, a turnê passou por São Paulo uma semana depois do meu aniversário. Eu esperava um fracasso, uma decepção como a dos amigos de 2008. Mas este acabou se tornando um dos presentes mais legais que já me deram.

É tudo uma questão de entender que um artista não precisa saciar desejos mais imediatos do público. Dylan tem cinco décadas de controvérsia nas costas, e parte dessas pendengas surgiram porque ele tinha fãs que não esperavam rupturas do sujeito. Por que ele abandonaria essa postura hoje, quando não tem absolutamente nada a perder?

Os arranjos para seus velhos hits são (quase) irreconhecíveis para quem só o ouviu em discos, mas fazem muito sentido para quem conhece a sua história. O show atual é praticamente blues-rock, elétrico, nada acústico (em certo momento há quatro guitarras no palco).  A voz, tão criticada, soa como parte do pacote de reinvenção de seu repertório. Dylan canta quando quer*, sim. Hoje, na maior parte do tempo, declama. Eu só não vejo o porquê disso ser um grande problema: é assim que ele quer ser visto e ouvido.

Ontem Dylan estava especialmente feliz. Dançou um pouquinho, se divertiu ao se dividir entre guitarra, gaita e teclado e sorriu para a plateia (para deleite dos produtores. Você sabe como é: se artista não sorri ou não cumprimenta público no Brasil, ganha estrelinhas a menos nas resenhas burocráticas do dia seguinte).

Não sei se o semblante feliz era gratidão por conta da recepção calorosa que ele teve no Credicard Hall.

Pra mim, faz mais sentido pensar que o sorriso do sujeito, ontem, era o reflexo de se ter alcançado os 70 anos em turnê fazendo o que bem entendesse. E isso sempre é algo bom de se ver.

* Obrigado pelo link, Rogério!

14 4 / 2012

Kurt Vile + Thurston Moore

Kurt Vile & The Violators: de quando a abertura é no mínimo tão boa quando o show principal:


E Thurston apresentou Never Day como uma canção sobre “fumar maconha, procurar discos de jazz e se apaixonar pela balconista da loja”:



E começar meu aniversário ouvindo a versão desleixada dele para It’s Only Rock’n’Roll (But I Like It) foi bem legal :)

06 4 / 2012

E o Foster the People ontem foi assim


A “bandinha” de Mark Foster & cia causou histeria ontem no Cine Joia. O público, aliás, me impressionou pela pouca idade (alguns chegaram por volta das 18h e correram para a cara do palco quando a casa abriu - nunca tinha visto isso por lá). As filas de bebida do Joia nunca estiveram tão pequenas. Envelheci uns 15 anos nessa hora e vinte de show. 

E quase ninguém parecia estar lá só por Pumped Up Kicks. Call It What You Want, Houdini, Don’t Stop e outros grudes de Torches tiveram recepção tão calorosa quanto.

Eles são músicos melhores do que eu imaginava. Ao vivo apostam mais em percussão - em alguns momentos, três deles se revezam entre bateria eletrônica, tambores e bateria - , valorizando sabiamente os beats pop de Torches. Tocam com um tesão bem nítido de banda iniciante, ainda que protegidos por um esquema corporativo da Sony/Columbia que engesse um pouco as coisas.

Aliás, eu tinha a impressão de que o Foster the People era a banda pop com pedigree indie que a Sony procurava desde o MGMT (antes do MGMT tirar drogas do bolso e lançar o Congratulations). Pelo que vi ontem, encontraram.

06 4 / 2012

Foo Fighters no Brasil - é amanhã!



E o show que a gente vai ver amanhã é mais ou menos como esse do PinkPop, festival holandês em que eles se apresentaram em junho de 2011, no meio da turnê europeia de Wasting Light.

Se seguirem a programação divulgada pelo Lollapalooza, deveremos ter meia hora a mais de apresentação por aqui, o que me leva a crer que o show esteja mais para os que eles fizeram no Milton Keynes Bowl em julho do ano passado.

(lá eles tiveram participações de Bob Mould, Roger Taylor e Alice Cooper - aqui provavelmente veremos Joan Jett :)).


1. Bridge Burning
2. Rope
3. The Pretender
4. My Hero
5. Learn to Fly
6. White Limo
7. Arlandria
8. Breakout
9. Cold Day in the Sun
10. Stacked Actors
11. Walk
12. Monkey Wrench
13. Let It Die
14. Generator
15. Times Like These
16. Young Man Blues (cover)
17. Best of You
18. This is a Call
19. All My Life
20. Skin and Bones
21. Tie Your Mother Down (cover)
22. Everlong

05 4 / 2012

Faltam 2 dias para Foo Fighters no Brasil!


One by One são e In Your Honor são dois dos álbuns mais fracos do Foo Fighters, e esse show no festival Rock en Seine, em Paris, 2005, aconteceu pouco depois do lançamento do último. Não é, definitivamente, a melhor fase deles, mas foi nesse período de 3 anos que a banda cresceu a ponto de se transformar em headliner de festivais europeus. 

Nesse show, Dave arrisca uma versão guitarra-e-voz-e-só de Everlong - uma bela ousadia ou uma loucura, vocês escolhem. Show divertidíssimo, de todo modo.

1. In Your Honor 
2. All My Life 
3. Times Like These 
4. My Hero 
5. Best of You 
6. Up in Arms 
7. Learn to Fly 
8. The One 
9. Stacked Actors 
10. Everlong (Dave Solo)
11. Monkey Wrench 
12. Breakout 

04 4 / 2012

3 dias para Foo Fighters no Brasil!



Show completo no festival Big Day Out em Sydney, 2000. Muita coisa do The Colour and the Shape e do There’s Nothing Left to Lose, lançado 3 meses antes. De longe a minha fase favorita da banda :)

01. Monkey Wrench
02. Hey, Johnny Park!
03. Everlong
04. Alone + Easy Target
05. Learn to Fly
06. Breakout
07. For All the Cows
08. Stacked Actors
09. Up In Arms
10. My Poor Brain
11. I’ll Stick Around
12. Big Me
13. Generator
14. Aurora
15. This is a Call